Os números apresentados neste artigo referem-se à situação das redes de franchising à data de 31 de dezembro de 2017.

 

Os números apresentados no 23.º Censo “Franchising em Portugal” realizado pela IFE by Abilways confirma a evolução positiva do franchising em Portugal.

Em 2017, existiam 610 marcas a operar em regime de franchising, o que reflete o seu papel fundamental como agente de vitalidade e de confiança por parte de investidores e de novos empreendedores. É desta forma que se constata o grande contributo que este modelo de expansão tem gerado para o desenvolvimento económico nacional.

Estas redes de franchising (reforça-se: em 2017) geraram um volume de negócios no valor de 5.491 milhões de euros, o que representa 2,4% do PIB nacional. Assistiu-se, assim, a um aumento de 324 milhões de euros (6,3%) relativamente ao ano de 2016. No que respeita aos postos de trabalho, foram 129.280 os empregos gerados (um crescimento de 0,17% face ao ano anterior), o que representa 2,72% do total do emprego nacional.

No ranking relativo à origem das redes de franchising, as marcas portuguesas encontram-se no primeiro lugar do pódio com 66%. Mais distante mas com forte tendência para aumentar, o segundo lugar pertence às marcas de origem espanhola com 17,9%, seguido dos E. U. A. com 4,6%.

No que diz respeito à distribuição setorial, os serviços continuam a liderar com 57,7%, sendo que 43,6% correspondem a serviços para particulares e os restantes 14,1% a serviços para empresas. O comércio mantém-se como o segundo setor mais representado no panorama nacional do franchising com 29%, seguindo-se a restauração com 13,3%.

Os negócios com um escalão de investimento entre os 25.000 a 50.000€ foram os que mais cresceram em 2017, no qual se enquadram 26,5% das marcas, significando um aumento de 4% comparativamente ao ano anterior. Por outro lado, é no escalão de investimento até 25.000€ que se encontram quase metade das marcas, ou seja, 43,6%. É interessante verificar que estes dois escalões em conjunto correspondem a 70% dos negócios que atuam em Portugal.

Neste estudo apuraram-se ainda as características mais procuradas no perfil de um franchisado e o ‘espírito empreendedor’ surge com 37%, seguindo-se a ‘capacidade financeira’ que apresenta uma taxa de resposta de 18% e, em terceiro lugar, o ‘perfil comercial’ que, comparativamente ao ano de 2016, caiu uma posição. Foi pedido aos inquiridos que indicassem outras competências além das sugeridas pelo estudo e os atributos indicados foram a capacidade de liderança, a resiliência e a honestidade. Uma tendência que tem vindo a fazer-se notar tem a ver com competências do franchisado que garantam essencialmente uma boa gestão do negócio e que demonstrem uma predisposição em criar uma relação saudável e honesta com o franchisador.

No futuro, o que poderemos esperar deste modelo de expansão?

As conclusões do estudo realizado assentam na previsão de que a procura crescente do franchising irá manter-se e consolidar-se graças ao número progressivo de empreendedores que procuram por uma oportunidade de abrir o seu próprio negócio. O cenário de crescimento do franchising em Portugal prevê-se, portanto, promissor.

 

 

Fontes: 

https://www.infofranchising.pt/noticias/franchising/o-franchising-em-portugal-o-ano-de-2018-em-revista/

http://gofranchising.pt/2018/06/franchising-esta-novamente-a-crescer/

https://linktoleaders.com/negocios-modelo-franchising-geraram-55-mil-milhoes-2017/